Produção de microestruturas provenientes da a-lactalbumina, utilizando a protease quimosina

Ananda Beatriz Passeto Oliveira, Pricila Veiga Santos, José Marcelo Soman

Abstract


Introdução: As microestruturas vêm ganhando cada vez mais espaço no mercado por serem aplicáveis em diversas indústrias, como a de alimentos, em que podem ser utilizadas como espessantes em bebidas lácteas e sorvetes. Estudos demonstraram que a a-lactoalbumina (a-La),uma proteína globular com 123 resíduos de aminoácidos e um peso molecular de 14,2kDa, presente no soro de leite bovino, apresenta-se como uma alternativa para elaboração de microestruturas e/ou nanotubos. Quando em contato com a Bacillus lincheniformis (BLP), endoprotease específica de glutamato e aspartato,resulta na formaçãode um fragmento primário, componente que se acredita constituir as microestruturas. Embora a especificidade da BLP para sínteses de microestruturas e/ou nanotubos tenha sido relatada, este trabalho mostra a viabilidade da obtenção de microestruturas utilizando uma protease rota alternativa: a Quimosina,uma protease que contém 323 resíduos de aminoácidos com três pontes de dissulfito, utilizada como coagulantedoleitenafabricaçãodequeijo.Objetivo: Proporummétododebaixocustoepráticoparaasíntese de microestruturas provenientes da a-La que possa ser aplicado em aulas práticas do ensino superior. Metodologia: Primeiramente, foi preparada uma solução em balão volumétrico, contendo: 40g/L de a-La, 1,85 moles cálcio/mol a-La, 0,35 mL Quimosina, mantida em banho-maria (37ºC/ 1,5h). A solução foi transferida para um tubo Falcon de 15 mL. Embora não haja relatos que detalhem como avaliar as microestruturas de a-La por Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV), um método foi desenvolvido retirando-se uma pequena alíquota da amostra com alça bacteriológica e utilizando-se fita adesiva dupla face para fixar a solução na porta amostra a ser inserida no MEV que operou em baixo vácuo, evitando necessidade de metalização da amostra.Resultados e discussão: Embora o baixo vácuo tenha dificultado a focalização das microestruturas no MEV, observamos o aumento ideal como sendo entre 400 e 1000 vezes, operando a 2000KV. As estruturas observadas nesse experimento apresentavam características tubulares; no entanto, para confirmação dessa hipótese, seria necessário submeter as amostras à Microscopia Eletrônica de Transmissão (MET). Conclusão: Embora a atuação da quimosinana formação de microestruturas seja pouco relatada, os dados obtidos indicam que é possível obter microestruturas a partir da ação dessa endoprotease de forma prática e de baixo custo. A rota alternativa utilizada mostrou-se uma excelente opção para aulas práticas, possibilitando aproximar alunos damicrociência.


Keywords


Microestrutura, Quimosina, a-lactalbumina.

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