EX. Utilização de plantas medicinais: intervenção voluntária durante a 18a Semana de Assistência Farmacêutica Estudantil (SAFE) em Araraquara-SP

Flavia Silva, Beatriz Cabral, Lucas Araujo, Sven Zalewski, Vanessa Kumeda, Any Carolina Diniz, Letícia Furlan, Adélia Almeida, Marcelo Marin, Luis Vitor Sacramento

Abstract


Introdução: As plantas medicinais podem auxiliar no tratamento de doenças, em função de sua composição
química diversificada. Geralmente partes das plantas são utilizadas para infusões, decoctos, extratos e
medicamentos fitoterápicos, que são ingeridos durante o tratamento. Porém, são necessárias precauções
quanto ao uso de plantas, pois muitas podem ser tóxicas. Objetivo: Verificar e analisar o conhecimento, o
consumo e o modo de preparo de plantas medicinais de parte da população visitante da 18a SAFE (Semana
de Assistência Farmacêutica). Metodologia: A coleta de dados na 18a SAFE (Semana de Assistência
Farmacêutica) ocorreu por meio de entrevista informal com os visitantes do estande de Plantas Medicinais,
Fitoterápicos e Homeopáticos, os quais foram questionados quanto ao uso de plantas medicinais como
medicamentos, e em caso positivo, responderam quanto à espécie empregada e o resultado deste uso. Além
do assunto plantas medicinais, eram questionados também sobre o uso de fitoterápicos e homeopáticos.
Durante as entrevistas foram esclarecidas dúvidas ocasionais e foram transmitidas informações científicas.
Resultados e discussões: Durante o evento foram atendidas 164 pessoas no estande, as quais na entrevista
informaram o nome popular das espécies. As informações compiladas mostraram que o consumo de chá
(infuso) de boldo (Plectranthus barbatus Andrews) apresentou a maior incidência (33,9%), sendo a maioria
das vezes para dores abdominais e desconfortos do fígado, seguida da camomila (Chamomila recutita(L.)
Rauschert) com índice de 24,5%, sendo utilizada como calmante na forma de infuso, e como relaxante
muscular, por meio de compressas locais. E por último, a erva-doce (Foeniculum vulgare Mill.) e o capim-
cidreira (Cymbopogon citratus (DC.) Stapf.) com 22,6%, que são utilizados como calmantes. Verificou-se
que tais empregos foram transmitidos de geração em geração. Além disso, os visitantes relataram como
realizavam as preparações dos chás, nas quais muitos sabiam como proceder o preparo correto, o que
mostrou ser um bom indicador, pois tratou-se de população leiga em relação aos conhecimentos científicos
de plantas medicinais. Quando indagados sobre o local de aquisição, relataram que as plantas ou partes delas
eram compradas no comércio, prática que precisa ser averiguada, pois há procedimentos corretos quanto a
procedência, o manejo e armazenamento, nestes locais de venda. E a última abordagem, ocorreu em relação
ao consumo excessivo ou não dessas plantas, para averiguação de possíveis efeitos adversos, ao que muitos
relataram desconhecimento, pois ainda se pensa que produtos naturais não causam efeitos adversos.
Conclusão: No perfil dos visitantes da 18a SAFE (Semana de Assistência Farmacêutica), constam
entrevistados conhecedores do potencial e dos efeitos de cura das plantas medicinais relacionados a
determinadas doenças. Esse conhecimento normalmente é passado de geração em geração e percebe-se que
esses costumes não são perdidos.


Keywords


Plantas medicinais, SAFE, chás

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