Insuficiência de vitamina D em pacientes infectados pelo HIV em uso de tenofovir

J. C. MARIA, E. G. M. BARBOSA DE MENEZES, F. BARBOSA JÚNIOR, F. J. A. PAULA, A. M. NAVARRO

Abstract


Introdução: A vitamina D é um nutriente essencial para a mineralização do esqueleto e manutenção de massa óssea. Evidências recentes têm demonstrado uma alta prevalência de deficiência de vitamina D em infectados pelo HIV, principalmente em uso de tenofovir, por afetar as células tubulares renais, causando a perda de eletrólito e a redução da massa óssea. Objetivo: Avaliar a vitamina D sérica e a densidade mineral óssea em pacientes infectados pelo HIV em uso ou não de tenofovir. Métodos: Estudo transversal com 74 homens infectados pelo HIV, em tratamento ou não com a terapia antirretroviral sob o regime de tenofovir versus não tenofovir. Realizou dual energy x-ray absorptiometry (DXA), medidas antropométricas, avaliação do consumo alimentar e avaliação bioquímica dos marcadores: 25 hidroxivitamina D, creatinina, uréia e albumina. Os participantes foram subdivididos segundo o uso ou não de tenofovir (TDF), sendo grupo GC: 10 participantes virgens de tratamento; grupo GTDF+: 30 participantes em uso de TDF e grupo GTDF-: 34 participantes sem TDF. Resultados: Nos grupos GTDF+, GTDF- e GC a maioria 60%, 47% e 50% respectivamente, apresentou valores diminuídos de vitamina D (<29ng/dl). Foi encontrada correlação entre os valores de 25 (OH) D com a massa magra (r=0,31; p<0,05) e massa gorda (r= -0,31; p<0,05). O grupo com tenofovir apresentou maior porcentagem de osteopenia no sítio ósseo da coluna lombar: 20%. Conclusão: A maioria dos participantes apresentou insuficiência em vitamina D e a massa óssea reduzida, principalmente naqueles com maior tempo de exposição ao HIV em uso de tenofovir.
■ Palavras-chave: HIV, vitamina D, tenofovir, densidade mineral óssea


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