Maior tempo de exposição à terapia antirretroviral melhora o nível de selênio

E. G. M. BARBOSA DE MENEZES, A. A. MACHADO, F. BARBOSA JÚNIOR, A. M. NAVARRO

Abstract


Introdução: O mineral selênio é essencial para a função imunológica e desempenham funções cruciais a nível celular e molecular. Este micronutriente tem sido avaliado em pacientes infectados pelo HIV e vários estudos têm evidenciado o papel importante do selênio na supressão viral, na resposta imune e em retardar a progressão da doença crônico-infecciosa. Objetivo: Avaliar a influência do tempo de exposição da terapia antirretroviral no perfil bioquímico de selênio em pacientes infectados pelo HIV. Métodos: Trata-se de um estudo transversal, com 50 homens soropositivos para HIV, em tratamento ou não com a terapia antirretroviral (TARV). Realizou-se a dual energy x-ray absorptiometry para avaliação da composição corporal e análises bioquímicas dos marcadores séricos: selênio e albumina. Os voluntários foram subdivididos segundo o uso ou não da TARV, sendo grupo GC: 10 voluntários virgens de tratamento; grupo G<2: 20 voluntários em tratamento com TARV < 2 anos, grupo G>2: 20 voluntários em tratamento com a TARV > 2 anos. Resultados: O índice de massa corporal em todos os grupos encontrou-se eutróficos. Os valores de selênio sérico (μg/L) foram grupo GC: 55,9±11,9, grupo G<2: 52,1±10,5 e G>2:66,9±20,8 e houve diferença significativa entre os grupos G<2 e G>2 (p<0,05). Apenas o grupo G>2 apresentou valores normais de selênio sérico. Conclusão: Na maioria dos homens estudados verificou-se deficiência de selênio, sendo mais acometidos os voluntários virgens de tratamento antirretroviral e os voluntários com menor tempo de exposição à TARV. A adequada concentração de selênio está relacionada ao melhor controle virológico e da função imunológica.
■ Palavras-chave: selênio, HIV, terapia antirretroviral


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